VEREADORES PODEM CASSAR MANDATO DE OLARTE NESTA SEMANA

Comissão Processante quer assunto em pauta para votação até quinta-feira (12)

Comissão começou os trabalhos em agosto. (Foto: Kleber Clajus/Correio do Estado/Arquivo)
Comissão começou os trabalhos em agosto. (Foto: Kleber Clajus)

O prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), pode ter o mandato cassado até o fim desta semana. Isso porque os vereadores que compõem a Comissão Processante da Câmara esperam encerrar o relatório e colocar o assunto em pauta até a sessão da próxima quinta-feira (12).

A comissão foi criada na primeira quinzena de agosto, enquanto Olarte ainda estava à frente da prefeitura da Capital. A abertura da apuração ocorreu em razão de Olarte ser investigado pela Justiça por suposta existência de quadrilha para conseguir cheques de terceiros com a promessa de vantagem na prefeitura.

De acordo com o presidente da Processante, João Rocha (PSDB), uma reunião será feita nesta segunda-feira (9) entre os vereadores Paulo Siufi (PMDB), relator, e Chiquinho Telles (PSD), integrante, para detalhes sobre a conclusão do relatório.

Expectativa de Rocha é de que seja possível pautar a votação em plenário já na terça-feira. “Vamos tentar para amanhã, mas essa semana encerra”, afirmou.

Depois da reunião entre os integrantes da Processante, Rocha se reunirá com o presidente interino da Câmara, Flávio César (PTdoB) para que a votação do Processo seja colocada em pauta.

PROCESSO

O processo que está nas mãos dos vereadores da Câmara foi aceito pelo Tribunal de Justiça no dia 12 de agosto depois de denúncia do Ministério Público Estadual (MPE).

O caso foi investigado pelo Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado) depois de analisar representação de Paulo Sérgio Telles. Na representação, Telles revelou a suposta existência de quadrilha para conseguir cheques de terceiros com a promessa de vantagem na prefeitura.

Os telefones de Olarte e de outros investigados foram grampeados pelo Gaeco. As conversas interceptadas, segundo Gaeco, evidenciaram prática de crime. Fonte Correio do Estado.