TRÊS LAGOAS APRESENTA QUADRO NEGATIVO NA GERAÇÃO DE EMPREGO

O último mês de 2014 representa bem o que ocorreu durante todo o ano em Três Lagoas: as demissões superaram em muito as contratações no mercado de trabalho. Em dezembro, um saldo negativo de -1.481 postos de trabalho refletiu o que vinha acontecendo durante o ano, especialmente por conta dos desligamentos de milhares de trabalhadores da UFN3, mês a mês. Nesse mês foram contratados 1.042 operários e demitidos 2.523.

Após o ápice de contratações, Três Lagoas deixa de ser um oásis do mercado de trabalho no centro-oeste brasileiro, apresentando um quadro negativo na questão do emprego.

De janeiro a dezembro de 2014, conforme o Caged foi contratado 24.694 trabalhadores e demitidos 32.313 – saldo negativo de -7.619 postos de trabalho. O mesmo período do ano de 2013 foi completamente diferente com saldo positivo de 6.372 postos, já que foram contratados (33.824) mais trabalhadores do que demitidos (27.452).

O quadro apresentado em Três lagoas e parecido com o de Mato Grosso do Sul, no ano de 2014, também apresentou situação de revés no mercado de trabalho, com saldo de 2.128 postos, redução de 89% em relação aos 21.071 gerados em 2013.

De acordo com o Caged, em dezembro, o Estado registrou déficit de 10.472 postos de trabalho, ou seja, demitiu mais do que contratou. Essa queda é tradicionalmente esperada devido às demissões dos temporários contratados pelo comércio para atender a demanda de fim de ano.

O número acentuado de demissões aliado a baixa contratação de mão de obra revelam um período delicado para a economia, principalmente do setor de Serviços, Construção Civil e Indústria, que em dezembro tiveram déficit de 3.294, 2.831 e 1.769 respectivamente. Neste mês, o comércio demitiu 916 trabalhadores com carteira assinada.

A baixa demissão do comércio se deve a dois motivos, uma é a baixa contratação para o fim do ano e a segunda é que o mercado absorveu alguns trabalhadores, devido à falta de mão de obra que eles alegam ter. Em dezembro, apenas os Serviços Industriais de Utilidade Pública tiveram saldo, de 59 postos.

Entre janeiro e dezembro, o setor de Construção Civil acumula déficit de 8.011 postos de emprego. A agropecuária, Extrativa Mineral e Administração Pública também tiveram quedas de 65, 15 e 12 respectivamente. Em compensação tiveram saldo de 7.804 o setor de Serviços, de 1.938 o Comércio, 381 Serviços Industriais e 108 a Indústria. (*) Com Campo Grande News