SAÚDE PUBLICA EM AGUA CLARA VAI MAL. FALTA REMÉDIO, PEDIATRA E MÉDICOS NÃO FICAM NO POSTO PAR ATENDER A POPULAÇÃO.

A saúde publica no Brasil é de má qualidade, isso não é novidade para ninguém. Vários fatores contribuem para isso, falte de gestão e corrupção são fatores preponderantes, mas também existe por outro lado a falta de vontade politica dos gestores em resolver o problema.

Falta de recurso é a ultima das desculpas, dinheiro esse tem, o que não tem é competência para gerir os recursos. Compras fraudulentas, falta de planejamento, desestimulo dos funcionários pelos baixos salários, tudo isso contribui, mas na verdade falta é visão de como deve ser gerenciado os problemas.

Em Água Clara, segundo informações oficiais foram aplicados no ano de 2014 mais de 27% dos recursos do orçamento em saúde. Considerando que a receita efetivamente arrecada no ano de 2014 foi de R$ 57.029.526,52 (cinquenta e sete milhões, vinte e nove mil, quinhentos e vinte e seis reais e cinquenta e dois centavos), dados colhidos no Portal da Transparência.

Portanto segundo os dados oficiais foram destinados à saúde em 2014 R$ 15.397.972,16, recursos do tesouro municipal, fora os convênios e repasses constitucionais do Governo do Estado e Federal.

Com estes recursos não se justifica não ter remédio para os pacientes especiais, idosos, portadores de doenças continuadas. Não é razoável a população precisar de uma unidade de saúde às 9h da manha e 2h da tarde e não encontrar nenhum médico para atendê-los e os mesmo terem que se sujeitar a ficar numa fila no Hospital Municipal.

“Não é razoável nossa cidade estar na iminência de ter uma epidemia de dengue, não ter pediatra para atender nos postos de saúde, não contar nos quadros de um cardiologista, anestesista, enfim não e ponderável verificar toda esta situação e ficar calados”.  Falou indignado um cidadão que não que se identificar, pois necessita dos remédios e do atendimento.

É urgente a intervenção do Ministério Público e dos Vereadores, para juntos com o Poder Executivo buscarem uma solução definitiva para o assunto, o que não pode é a população pagar o preço da irresponsabilidade das autoridades constituídas. Outro fator importante a ser destacado é a atuação do Conselho Municipal de Saúde frente aos fatos, afinal são eles, os conselheiros os responsáveis diretos pela fiscalização e aplicação dos recursos.