SANTA CASA E PREFEITURA ASSINAM CONTRATO COM UM ANO DE ATRASO

Hospital tentou garantir reajuste, mas novo convênio ficou praticamente sem majoração

Assinatura do contrato de atendimento entre Santa Casa e prefeitura
Assinatura do contrato de atendimento entre Santa Casa e prefeitura

Prefeitura da Capital e Associação Beneficente Campo Grande referendaram nesta quinta-feira (26) um contrato de repasses à Santa Casa no valor global de mais de R$ 248,8 milhões. A contratualização foi firmada com validade de 12 meses, a contar a partir de novembro deste ano.

Esse convênio vinha se arrastando sem definição desde dezembro do ano passado, na então administração de Gilmar Olarte (PP), hoje afastado do Executivo. Nesses quase 12 meses de negociação em vão, a Santa Casa, que é administrada pela ABCG, mencionou que poderia paralisar atendimentos. Ainda enfrentou greve de médicos e falta de fornecimento de insumos por conta de atraso nos pagamentos.

Além do contrato, que nas palavras da diretoria da associação dará uma garantia maior para conduzir o hospital, foi acertado também a forma de pagamento de um atrasado de R$ 11,9 milhões. Serão quatro parcelas para garantir o término desse atrasado.

Em 30 de novembro será depositado R$ 1,5 milhão. A mesma quantia será enviada para conta da Santa Casa de Campo Grande no dia 20 de dezembro. Como em janeiro e fevereiro de 2016 haverá maior arrecadação municipal por conta dos pagamentos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), as parcelas serão maiores: R$ 4,250 milhões em cada mês.

“Com relação ao que já está pactuado, vai se obedecer rigorosamente o pagamento”, afirmou o prefeito Alcides Bernal (PP), prometendo não haver mais atrasos. O presidente da ABCG, Wilson Teslenco, também participou do encontro. Essas negociações foram intermediadas pelo Ministério Público Estadual.

COMO FICA

O contrato assinado entre a ABCG e a prefeitura, que é a gestora plena de saúde em Campo Grande, praticamente não sofreu reajuste. O mesmo convênio não fora assinado anteriormente porque a diretoria da associação brigava para garantir um aumento de pelo menos R$ 4 milhões a mais por mês.

Mensalmente, com o novo contrato, serão repassados em torno de R$ 20,7 milhões. O valor global é de R$ 248.830.494,20 milhões.

Na fatia desses repasses, governo federal responde por 69%, município, 23%; e Estado, 8%. O aumento real do contrato anterior, que teve validade de quatro anos e findou em novembro de 2014, para o atual foi de R$ 500 mil. Fonte Correio do Estado.