PLATAFORMA DE GELO DA ANTÁRTIDA ESTÁ SUMINDO, DIZ NASA

Mudança climática

Estudo feito na Plataforma de gelo Larsen mostra degelo acelerado que pode influenciar no aumento do volume dos Mares.
Estudo feito na Plataforma de gelo Larsen mostra degelo acelerado que pode influenciar no aumento do volume dos Mares.

A última parte intacta de uma das plataformas de gelo gigantescas da Antártida está se enfraquecendo muito rápido e, provavelmente, vai se desintegrar completamente nos próximos anos, contribuindo para a elevação do nível do mar, de acordo com um estudo da Nasa

A pesquisa incidiu sobre um remanescente da chamada plataforma de gelo Larsen B, que existe há pelo menos 10 mil anos, mas ruiu parcialmente em 2002. O que resta abrange cerca de 1,6 mil quilômetros quadrados.

A Antártida tem dezenas de plataformas de gelo – placas maciças e flutuantes de gelo alimentadas por geleiras pairando sobre o mar na borda da linha costeira do continente. A maior tem aproximadamente o tamanho da França. A Larsen B está localizada na Península Antártida, que se estende em direção ao extremo sul da América do Sul e é uma das duas principais áreas do continente onde os cientistas documentaram o encolhimento dessas formações de gelo.

“Esse estudo das geleiras da Península Antártida fornece indícios sobre a forma como as plataformas de gelo mais ao sul, que possuem muito mais terra gelada, vão reagir a um clima mais quente”, disse Eric Rignot, coautor da pesquisa e glaciologista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Estado da Califórnia.

Quase 200 países concordaram em negociar um pacto da ONU no final de 2015 para combater as mudanças climáticas no mundo, que a maioria dos cientistas prevê que elevarão o nível dos mares e trarão mais enchentes, secas e ondas de calor. O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climáticas, da ONU, citou uma probabilidade de pelo menos 95 por cento de que a aceleração do aquecimento do planeta tenha sido desencadeada por atividades humanas.

O estudo sobre a plataforma de gelo, publicado online na revista Earth and Planetary Science Letters, se baseou em levantamentos aéreos e dados de radar. Fonte: Terra.