PELOTÃO ETÍOPE AMEAÇA PROLONGAR JEJUM BRASILEIRO DE VITÓRIAS NA SÃO SILVESTRE

A força dos etíopes desespera os jornalistas brasileiros

Dawit Admasu ganhou em 2014 sem conhecer o percurso. Este ano, acredita que suas chances são ainda maiores
Dawit Admasu ganhou em 2014 sem conhecer o percurso. Este ano, acredita que suas chances são ainda maiores

O Brasil não sabe o que é comemorar uma vitória na São Silvestre desde 2010, quando o brasiliense Marilson Gomes dos Santos cruzou a linha de chegada em primeiro lugar na Paulista. Este ano, as perspectivas não são das melhores. O pelotão africano não deixa nada a dever em relação ao do ano passado. Os atuais campeões, os etíopes Dawit Admasu e Ymer Ayalew, comparecem novamente.

A força dos etíopes desespera os jornalistas brasileiros, preocupados com a dificuldade de comunicação. Boa parte deles só se expressa na língua amárica, de origem semítica e uma das mais antigas do mundo, assim como o aramaico, que era falado por Jesus Cristo. No ano passado, Dawit, que fala inglês, se encarregou de trabalhar informalmente como intérprete para os conterrâneos.

Além dos velozes etíopes, estarão presentes no último dia do ano, na avenida Paulista, o queniano Stanley Biwott, campeão da Maratona de Nova York deste ano, Edwin Rotich, bicampeão da São Silvestre (12/13), Joseph Aperumoi, vice em 2012, Maurine Kipchumba, campeã em 2012, e Caroline Komen, campeã da Maratona de São Paulo deste ano.

O jovem Admasu disse que voltou ao Brasil para defender seu título. “Treinei bem e estou confiante, Mas sei também que não será nada fácil. Os adversários são bem fortes e terei de fazer o meu melhor para conseguir vencer. A vantagem é que agora conheço o percurso e isso fará muita diferença”.

Mesmo credenciado pela vitória em Nova York, Biwott respeita as dificuldades da prova paulistana. “A São Silvestre é uma prova dura, com um percurso bem técnico e que tem reunido gente muito boa. Estou bem treinado e preparado para enfrentar os desafios do percurso e os adversários, mas sei que não será nada fácil”.

Entre as mulheres, Ayalew, vencedora em 2008 e 2014, quer deixar São Paulo com seu terceiro título. “Vim atrás de mais uma vitória. Respeito todas minhas adversárias, mas quero vencer e vou fazer o máximo para conseguir isso. Adoro correr aqui e o público sempre me recebeu bem. Tenho certeza que terei esse apoio mais uma vez”. Fonte IG/DA.