PEIXES ESTÃO VIVOS E SÃO BEM TRATADOS, DIZ GOVERNADOR

Espécies são mantidas em tanques provisórios até conclusão de obra

Peixes são mantidos em tanques improvisados na PMA  (Foto: Correio do Estado/Arquivo
Peixes são mantidos em tanques improvisados na PMA. (Foto: Correio do Estado/Arquivo

Enquanto o Aquário do Pantanal figura como obra inacabada e sem data para conclusão, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) assegura que os poucos peixes em quarentena quase permanente “estão vivos e sendo bem tratados”. A transferência dos animais dos tanques improvisados para o Aquário, no entanto, segue incerta.

Caixas d’água na sede da Polícia Militar Ambiental (PMA) chegaram a abrigar cerca de 12,5 mil exemplares de 135 espécies. A empresa Anambi Análise Ambiental foi contratada pelo governo André Puccinelli (PMDB) para o manejo, porém teve contrato de R$ 5,2 milhões encerrado após a morte de mais de 10 mil animais por falta de alimentação e mudanças de temperatura. Investigação foi iniciada, em junho, para apurar a denúncia.

Com a quebra de contrato, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) assumiu o cuidado dos peixes. O governador, neste caso, admitiu nesta segunda-feira que “praticamente todos” os peixes restantes permanecem vivos e prontos para a transferência.

SEM PRAZO

A mudança, por outro lado, não tem prazo para ocorrer. Isso porque o canteiro de obras virou alvo de disputa judicial depois que a subcontratada Proteco Construções foi denunciada pela Polícia Federal como beneficiária em desvio superior a R$ 12 milhões na execução de obras públicas. A proprietária do contrato, Egelte Engenharia Ltda, recorreu a Justiça para não ter que retomar os trabalhos.

Na semana passada, tudo parou no Aquário do Pantanal. O governo decidiu suspender por 120 dias o contrato com outras cinco empresas que terminavam tubulações, tanques, forro e sistema de ar condicionado. A Ruy Othake Arquitetura e Urbanismo Ltda, que projetou a estrutura, terá que apresentar laudo da situação atual do espaço, bem como os possíveis efeitos da paralisação.

Há estimativa de técnicos da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) de que seria necessário ao menos R$ 1 milhão para concluir o aquário. O projeto, orçado inicialmente em R$ 87 milhões, já ultrapassa a cifra de R$ 300 milhões. Todo o processo é acompanhado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

RISCO À SAÚDE

Durante o impasse para a conclusão da obra esta acabou se tornando o maior ponto de reprodução do aedes aegypit, ou mosquito da dengue, na Capital. Lambaris chegaram a ser colocados as pressas para controlar o vetor que se desenvolvia em jardins internos e tanques. Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) ressaltou que deve esvaziar os espaços e cobri-los com telhas metálicas para reverter o problema constatado por equipes da vigilância sanitária. Fonte Correio do Estado.