MATO GROSSO DO SUL TEM NOVE CASOS SUSPEITOS DE MICROCEFALIA

Estado é o 12º do país com maior número de casos em investigação

Mato Grosso do Sul tem nove casos suspeitos de microcefalia, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (8) pelo Ministério da Saúde. O Estado é o 12º do país com maior número de notificações. A investigação destes casos está sendo tratada com prioridade pelo órgão.

Todos os casos suspeitos do Estado estão sendo investigados no município de Dourados, distante 225 quilômetros de Campo Grande, onde os bebês nasceram com o crânio menor do que o normal.

A microcefalia tem relação com o Zika vírus, transmitido pelo mesmo da dengue e chikungunya. De acordo com informação da prefeitura, até esta segunda-feira (7) Campo grande registrou 34 casos suspeitos de Zika Vírus.

O Governo do Estado criou uma força-tarefa, sob orientação do Ministério da Saúde, para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.Uma das ações é fortalecer o número de agentes de saúde, junto às prefeituras.

Em todo o Brasil, foram registrados 1.761 casos suspeitos de microcefalia em 422 municípios, de 14 estados. O Ministério da Saúde investiga as possíveis causas e consequências destes casos. A microcefalia já causou a morte de 19 bebês no país.

Com o crescente número de casos de microcefalia no país, o Ministério da Saúde declarou, no mês passado, Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional no país.

MICROCEFALIA

Desde o dia 7 de dezembro, o Ministério da Saúde passou a adotar, junto com as secretarias estaduais e municipais de Saúde, a medida padrão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 32 cm, para a triagem de bebês suspeitos de microcefalia. Até então, a medida utilizada pelo Ministério era de 33 cm.

Conforme o Ministério da Saúde, o perímetro cefálico (PC) varia conforme a idade gestacional do bebê. Assim, na maioria das crianças que nascem após nove meses de gestação, o crânio com 33 cm de diâmetro é considerado normal para a população brasileira, podendo haver alguma variação para menos, dependendo das características étnicas e genéticas da população. Fonte Correio do Estado.