EM MEIO A TECNOLOGIA, ALGUMAS PROFISSÕES RESISTEM AO TEMPO

Serviços

Nem mesmo as novas tecnologias e o estímulo ao consumo desenfreado foram capazes de enterrar algumas das profissões mais antigas do mundo. Serviços de reparos, como o ofício do sapateiro e do funileiro, ou trabalhos artesanais, como os do cuteleiro, ainda resistem à modernidade, em que o descarte de um produto e a fabricação em massa de itens diversos imperam no mercado. Mesmo diante das adversidades, a clientela destes trabalhadores é fiel, valoriza o serviço desempenhado e mantém o ganha-pão das famílias.

Bastaram duas horas de observação para Omar Xavier da Silva, 71 anos, aprender e desenvolver a profissão de funileiro. Um amigo sugeriu a ocupação como saída para ganhar um dinheiro extra, pois só a mercearia no Bairro Vilas Boas não era suficiente para pagar todas as obrigações. Sete anos se passaram e hoje o carro-chefe do empreendimento de “Maza”, como é conhecido pelos amigos e vizinhos, é o conserto de panelas.

“Tem muito serviço ainda. Eu arrumo umas 15 panelas por dia e não venço toda a demanda que tem”, conta. O funileiro acredita que a confiança na qualidade de seu trabalho é o que sustenta o negócio. “As pessoas vêm até aqui porque sabem que faço os consertos com perfeição. Aí a propaganda fica fácil, pois uma pessoa fala para a outra e assim vai”, continua. Maza afirma que não há recipiente que ele não saiba consertar, desde a menor das caçarolas até os grandes caldeirões de cozinhas industriais.  “Não tem segredo. Cada panela tem o seu defeito e você precisa ter delicadeza, desde a hora de desmontar até o acabamento”, ressalta. Fonte Correio do Estado.