DESCASO COMPROMETE NASCENTES DOS PRINCIPAIS CÓRREGOS DE CAMPO GRANDE

Margens de córregos que deveriam ser preservados pela prefeitura viraram depósito de lixo

Poluição de córregos causa danos para toda a bacia hidrográfica. (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)
Poluição de córregos causa danos para toda a bacia hidrográfica. (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)

Os pequenos rios e mananciais de Campo Grande pedem socorro. Na região do Lagoa,  que abrange importantes bairros da capital, o descaso da prefeitura e a colaboração da população estão colocando em risco as nascentes dos principais córregos que atravessam a cidade, onde estão sendo formados depósitos de lixo a céu aberto. No Bairro São Conrado,  em dois locais é nítida a falta de comprometimento com duas nascentes que saem do bairro.

Um caso mais grave é no próprio córrego Lagoa, que é o mais importante da região, onde depósitos de lixo são formados em suas margens e, com as chuvas que vêm caindo nos últimos dias, o pequeno rio é inundado por animais mortos e descartes de lixos, poluindo as águas e exalando mau cheiro por onde ele passa.

Além da falta de limpeza e fiscalização por parte da prefeitura de Campo Grande, o problema se torna mais grave porque as pessoas que moram na redondeza transformam as ruas dos bairros em aterro sanitário improvisado, depositando desde sofá velho até animais domésticos mortos. Quem mora nas imediações reclama de quem faz o descarte no local. O projeto Córrego Limpo, que foi criado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) e tem como objetivo a criação de uma rede de monitoramento e divulgação da qualidade da água dos córregos, intensificar a fiscalização às fontes de poluição e promover ações de educação ambiental, não tem surtido efeito no combate à poluição nestes locais, visitados pela reportagem do Correio do Estado.

No bairro São Conrado, o lixão improvisado fica na rua Major Juares Lucas de Jesus, à margem de um pequeno rio, que os moradores chamam de Marginal Lagoa. O local está tomado por montanhas de entulhos, que em alguns casos foram jogados pelos próprios moradores da região. Também há lixo dentro do curso d’água, onde crianças tomam banho, correndo o risco de contrair alguma doença. “Todo mundo vem jogar lixo aqui na nossa rua, acho uma falta de respeito com quem mora aqui, já fizemos reclamação na prefeitura e até agora eles não vieram tirar este monte de lixo”, reclama Diojans Moreira de Abreu, de 39 anos. Fonte Correio do Estado.