DEONISE RESOLVE NA FRENTE, BRASIL BATE ARGENTINA E VAI ÀS OITAVAS DO MUNDIAL

Armadora tem atuação destacada no ataque em duelo equilibrado diante das rivais argentinas pela competição na Dinamarca; seleção briga agora pelo 1º lugar do grupo

Deonise e Célia comemoram o triunfo do Brasil sobre as hermanas (Foto: Wander Roberto / inovafoto)
Deonise e Célia comemoram o triunfo do Brasil sobre as hermanas (Foto: Wander Roberto / inovafoto)

Elas são freguesas do Brasil de longa data. Mas enfrentá-las nunca é fácil. Diante da Argentina, as meninas da seleção feminina de handebol tiveram trabalho, se desconcentraram na primeira etapa, mas voltaram bem, mantiveram a invencibilidade no Mundial de handebol da Dinamarca com a vitória por 23 a 19 e avançaram para as oitavas de final.

No primeiro tempo, o Brasil deu espaço para o ataque argentino e falhou em contra-ataques. No segundo, contudo, o ritmo mudou, o ataque passou a funcionar melhor e a defesa encaixou. Deonise, com investidas pela direita, foi a artilheira do confronto contra as hermanas, com sete gols. Usando grande parte do time titular, Morten não colocou Alê em quadra em momento algum.

Acredito que isso é o conjunto do que fazemos taticamente. Quando fazemos abrimos os espaços que o Morten. Era um jogo de movimento de bola, e eu gosto muito de jogar sem bola. Funcionou bem e estou feliz de ajudar o Brasil com essa vitória e ter marcado esses sete gols. Tivemos algumas dúvidas no jogo, perdemos o tempo na marcação, o arremesso delas tem outro tempo. Sabíamos que era difícil de pegar. O mais importante é a vitória, é ter passado para as oitavas de final de forma definitiva. Agora é trocar o chip, pois teremos um jogo duríssimo contra a França – comentou Deonise, eleita a melhor do jogo.

Nesta sexta-feira, o Brasil encerra sua participação na primeira fase. Terá pela frente a França, às 15h15 (de Brasília), em Kolding, em jogo para garantir o primeiro lugar do Grupo C do Mundial de handebol.  A seleção enfrentou a França nos mundiais de 2009 e 2011 e venceu em ambos. Em 2013, quando foi campeã, não encarou as rivais. Ainda nesta quinta-feira, Congo encara França e Alemanha pega a Coreia do Sul.

O JOGO

Brasil e Argentina começaram o jogo acertando no ataque. Mena fez 1 a 0 e Deonise empatou. No time titular, Mayssa começou no gol, com Ana Paula, Deonise, Duda, Dara e as pontas Fernanda e Célia. Aos cinco minutos, o Brasil vencia por 2 a 1 com Fernanda no contra-ataque. Com um terço da primeira etapa jogado, o placar ainda era de 3 a 1 para a seleção, com outro gol de Deonise. As argentinas trocavam passes sem avançar com ímpeto para o gol e faziam o tempo passar. Aos 12, Karsten igualou o duelo em 3 a 3. Três minutos depois, Ana Paula colocava 5 a 4 no placar para a seleção.

Falhando na defesa, a seleção dava brechas e não conseguia deslanchar. Aos 18 minutos, empate em 6 a 6. Depois de falhar novamente no ataque, com Fernanda, aos 19, o Brasil levou a virada para 7 a 6 com Pizzo marcando no meio da defesa brasileira. Nos dez minutos finais da primeira etapa, o panorama não mudou. O Brasil só conseguia avançar bem no ataque com Deonise pela direita, e seguia dando espaços para o ataque rival. Assim, fechou a primeira etapa vencendo por 11 a 8, em jogo mais equilibrado do que a qualidade das equipes previa.

A segunda etapa começou melhor. Deonise logo marcou no contra-ataque e deixou a seleção com a maior vantagem até ali: 12 a 8. Aos sete minutos, o placar tinha 14 a 9 para o Brasil, com Fernanda recebendo passe e marcando como pivô. Na metade da etapa, contudo, um novo derrape. A Argentina trouxe o jogo para apenas dois gols de diferença com o 16 a 14 e mais gols de Pizzo e Karsten.

Nesse momento, Ana Paula era marcada de forma individual no meio da quadra. Aos 20 minutos, Duda colocou 19 a 15 e deu nova folga ao Brasil. Karsten logo deu o troco: 19 a 16. A cada falha da defesa, Morten esbravejava e cobrada das meninas. De fato, não foi o melhor jogo defensivo da seleção brasileira. Nos últimos três minutos, o Brasil administrou o placar e manteve uma frente que lhe deu tranquilidade, confirmando a vitória e o 11º jogo sem perder em Mundiais. A última derrota foi para a Espanha, em 2011, pelas quartas de final, em São Paulo. Fonte Globoesporte.