De volta, Elano afirma que não teme crise do Santos

O veterano jogador Elano está de volta ao Santos, para sua terceira passagem pelo clube. Com um contrato curto, válido somente até o fim do Paulistão, o meia disse, em sua apresentação à imprensa, nesta segunda-feira, que não teme a grave crise financeira do Peixe.

Elano, aliás, se mostrou particularmente empolgado por poder voltar a trabalhar com dois de seus companheiros de Santos naquela conquista: o meia Renato e o atacante Robinho.

– Agradeço ao torcedor pelo carinho que sempre teve comigo e pela possibilidade de voltar a jogar com o Robinho – disse Elano, que atuou com o Rei das Pedaladas também na seleção brasileira e no Manchester City.

– Em 2000 era pior, era mais grave a situação. Sei das dificuldades pelas quais o clube tem passado. Hoje consigo ver que, apesar das dificuldades, a diretoria vai fazer o possível para estar tudo corretamente. Você vê jogadores novos de qualidade, futuro brilhante, jogadores que estão surgindo. É o futuro do clube brasileiro, a reconstrução da base. O Santos tem isso há muito tempo. A construção da base é tudo. Daqui a pouco tudo vai ficar “ok” para o nosso Santos.

Sobre a escolha da camisa 22

– Cada um tem o seu número. Eu não ia aceitar pegar um número que um jogador já usa. E minhas filhas quiseram que eu usasse a 22, porque a camisa era legal.

Sobre a diretoria anterior

– Com toda a certeza eu não estaria aqui de novo, não me sentiria bem (com eles no clube). Não sou de falar mal, mas saí por causa dessa diretoria, sim. Eles tiveram suas parcelas de coisas boas, eles me trouxeram de volta em 2011, mas teve também outras coisas. Minha saída foi por conta deles. Sei que o Santos precisa de mim e é onde eu me sinto bem.

Titular ou não? 

– Estou disposto a fazer o melhor para o Santos. Quero e gosto de jogar. Num elenco de 30 jogadores, todos têm qualidade de ser titular. Na minha primeira conversa com o Enderson, falei que estou aqui para ajudar. Jogando ou no banco, estou feliz para ajudar e estar à disposição sempre. Vou seguir a mesma linha de raciocínio do Renato. Estamos aqui para essas duas situações.

Posição em que prefere jogar

– Não vejo dificuldade de jogar qualquer que seja a função. Já fiz várias funções no Santos e em todas elas apresentei um bom futebol. O mais importante no momento é ter a cabeça voltada para o grupo. A gente precisa do torcedor, da diretoria, do elenco, precisa de uma união total pra colocar o Santos de volta a onde sempre deve estar. (Fonte Globo.com. João Paulo Castro.)