COM O QUINTO MAIOR REBANHO, MS TEM A SEGUNDA ARROBA MAIS CARA DO PAÍS

“Trocamos a quantidade pela qualidade”. Com essa explicação, que parece simples, o administrador de fazenda Rogério Rosalin descreve o processo que tem mantido Mato Grosso do Sul na liderança do mercado da carne bovina, com o preço da arroba do boi gordo sendo o segundo mais alto do país, atrás apenas de São Paulo.

Há pouco menos de uma década, Mato Grosso do Sul ainda guardava o status de detentor do maior rebanho bovino do país. Hoje, é o quinto Estado no ranking nacional da pecuária, com rebanho menor que os de Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo e Goiás, nessa ordem.

A situação foi se modificando por força de episódios diversos, que incluem a ocorrência da febre aftosa, em 2005. Com a inevitável mudança na matriz produtiva, o Estado passou a ser exemplo de diversificação da base econômica, abrindo espaço não só para o setor energético, com a cultura da cana, mas também para a silvicultura e as várias modalidades de consórcio.

Os investimentos que os produtores fizeram em tecnologia para elevação da produtividade incluem a implantação de consórcios produtivos. Onde antes só havia pastagens, e muitas delas degradadas, hoje há também lavoura e floresta.

“A integração ILPF, de lavoura, pecuária e floresta, vem crescendo muito no Estado e hoje o produtor de Mato Grosso do Sul é o mais tecnificado do país, também pela presença de grandes empresas ligadas ao setor rural”, aponta Rogério Rosalin.

Os sistemas de integração promoveram a “verticalização” da produção nas fazendas. “Onde cabia um animal, hoje cabem três, graças ao investimento na qualidade da pastagem, por exemplo. E com um capim de boa qualidade, você aumenta a produtividade”, observa o administrador.