COM 36 MIL CASOS DE DENGUE, GOVERNO CRIA COMITÊ PARA COMBATER MOSQUITO

Governo não divulga novos números da doença há duas semanas

Focos são encontrados em todas as cidades. (Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado)
Focos são encontrados em todas as cidades. (Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado)

Com mais de 36 mil casos notificados de dengue em todo o Estado desde o início do ano até o último dia 9 de dezembro e com novos casos suspeitos de chikungunya e zika vírus surgindo a cada dia, o Governo do Estado criou nesta segunda-feira (21) um comitê da “Força-tarefa de combate, controle, prevenção e redução do aedes aegypti no MS”.

Conforme a justificativa do secretário de Saúde, Nelson Tavares que assina a resolução, o motivo é o fato do Brasil estar em estado de emergência por conta do nascimento de bebês com microcefalia, doença que tem ligação com o zika vírus.

O comitê terá como função ser consultivo e deliberativo. Os trabalhos estarão vinculados à Superintendência Geral de Vigilância em Saúde. Em resumo, os integrantes do comitê irão organizar todas as ações de combate ao mosquito e prevenção das doenças que ele transmite.

No entanto, não está detalhado na resolução quantos integrantes farão parte do comitê. Quem irá nomear os integrantes será o titular da secretaria de Saúde. Todos trabalharão por 1 ano no comitê.

NÚMEROS

Diferente de como sempre foi feito, a SES não tem mais divulgado os números da dengue semanalmente. Como de costume, os boletins epidemiológicos semanais sempre eram divulgados às quartas-feiras, mas o último saiu no dia 9 de dezembro, há praticamente duas semanas.

Neste boletim, consta que o Estado já notificou 36.030 mil casos de dengue. A cidade com maior incidência da doença é Iguatemi, distante 466 quilômetros da Capital e que com 15,4 mil habitantes registrou um total de 1,2 mil notificações até o dia 9.

Campo Grande, neste mesmo boletim, aparecia como a 48ª cidade no ranking com um total de 7.991 mil notificações. Desde o início do ano até o início do mês foram 16 mortes confirmadas pela doença. Fonte Correio do Estado.