CAPITÃO DE BARCO NAUFRAGADO COM IMIGRANTES É PRESO

Tragédia no Mediterrâneo

O capitão do barco que naufragou com imigrantes da Líbia no domingo (19), no Mar Mediterrâneo, foi preso na Itália, acusado de múltiplos homicídios. Mais de 900 pessoas estão desaparecidas.

Chicoteados como escravos porque a família não pagou livrá-los do castigo. Assim são tratados na Líbia os que fogem dos países em conflito no norte da África ou no Oriente Médio. O vídeo foi gravado por um jovem que conseguiu chegar à Europa. Brutalidade, extorsão e racismo são comuns por parte dos traficantes de seres humanos.

O capitão do barco, o tunisiano Mohamed Al Malek, estava bêbado durante a viagem, segundo os passageiros.

A procuradoria siciliana afirmou que ele abandonou o leme quando se aproximou do cargueiro português, para não ser reconhecido. Houve o choque contra o navio, as pessoas se assustaram e a embarcação virou.

A polícia italiana prendeu o capitão e um dos marinheiros. E está investigando a identidade de uma poderosa quadrilha que atua na Líbia e tem ramificações em vários países mediterrâneos.

Nesta terça-feira (21), foram divulgadas as imagens do momento do naufrágio do barco perto da Ilha de Rodes.

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, obteve apoio de outros líderes europeus para bombardear os barcos que os traficantes usam para transportar os migrantes. Mas a decisão depende da aprovação da ONU.

Os mortos pesam na consciência da Europa. Mesmo assim, a estratégia escolhida deverá ser o controle da entrada dos migrantes. Na quinta-feira (23) os líderes do bloco vão anunciar uma ação comum para combater a imigração clandestina. Uma representante do Vaticano considerou monstruoso que essas pessoas sejam impedidas de fugir da guerra e da fome.

A guarda costeira italiana informou que, entre segunda-feira (20) e esta terça-feira (21), resgatou 750 imigrantes que estavam abandonados no mar, em botes de borracha.  Outros 446 foram retirados de um barco pesqueiro e levados para a Itália. Fonte: G1.